Pular para o conteúdo principal

Igara – Saúde Mental Masculina

Home Sem Categoria Dificuldade em dizer não: como estabelecer limites

Dificuldade em dizer não: como estabelecer limites

Como a dificuldade em dizer não afeta o dia a dia do homem

Por que tantas pessoas têm dificuldade em recusar pedidos

Recusar um pedido parece uma tarefa simples, mas para muitos homens envolve um desconforto que vai além da situação em si. Aceitar compromissos que não cabem na rotina, ajudar quando não há disponibilidade real ou concordar com algo só para evitar um desentendimento são comportamentos comuns e que, com o tempo, podem gerar sobrecarga física e emocional. Entender de onde vem essa dificuldade é o primeiro passo para lidar com ela de forma mais saudável.

O que significa ter dificuldade em dizer não?

Ter dificuldade em dizer não, geralmente, está relacionado a um conjunto de fatores que se combinam ao longo da vida. Não se trata de um traço fixo de personalidade, mas de um padrão de comportamento que pode ser compreendido e trabalhado.

Entre os fatores mais comuns estão:

  • Dificuldade em estabelecer limites, seja no trabalho, na família ou nas amizades.
  • Medo de desagradar, associado à preocupação constante com a reação do outro.
  • Necessidade de aprovação, quando o valor pessoal parece depender do reconhecimento alheio.
  • Culpa ao colocar as próprias necessidades em primeiro lugar, como se cuidar de si mesmo fosse um ato egoísta.
  • Baixa autoestima e insegurança, que dificultam confiar no próprio julgamento.
  • Aprendizados familiares e culturais, especialmente relacionados a expectativas sobre o papel masculino, como a ideia de que homens devem sempre estar disponíveis, ser resolutivos ou não demonstrar limitações.

Esses fatores costumam se desenvolver ao longo de anos e, por isso, mudar esse padrão exige tempo e prática.

Quais são os sinais de que esse comportamento está prejudicando você?

Nem toda dificuldade em recusar um pedido representa um problema. O sinal de alerta aparece quando esse padrão se repete com frequência e começa a gerar desgaste. Alguns indícios comuns incluem:

  • Aceitar compromissos além do que seria possível dar conta.
  • Sentir uma sobrecarga constante, mesmo em períodos que deveriam ser mais tranquilos.
  • Sentir ressentimento depois de ajudar outras pessoas, mesmo tendo se oferecido para isso.
  • Ter dificuldade para descansar, porque a agenda está sempre ocupada com pedidos de terceiros.
  • Sentir ansiedade só de imaginar que alguém vai pedir algo.

Reconhecer esses sinais não significa rotular a própria forma de agir, mas observar com mais atenção como esse padrão tem se manifestado no dia a dia.

Como aprender a dizer não de forma respeitosa?

Reconheça seus próprios limites

Antes de conseguir comunicar um limite, é preciso identificá-lo. Perceber o que gera desconforto, cansaço ou sobrecarga é um exercício importante de autoconhecimento.

Ganhe tempo antes de responder

Nem sempre é necessário responder de imediato. Frases como “vou verificar minha agenda e te retorno” ajudam a evitar respostas automáticas motivadas pelo desconforto do momento.

Seja claro e objetivo

Uma recusa direta, mas educada, costuma ser mais eficaz do que respostas evasivas. Frases simples, sem rodeios, comunicam a mensagem com clareza.

Evite justificativas excessivas

Explicar detalhadamente os motivos de uma recusa pode parecer necessário, mas muitas vezes é apenas uma forma de buscar validação. Uma justificativa breve costuma ser suficiente.

Pratique pequenas recusas no dia a dia

Dizer não em situações de baixo risco, como recusar um convite sem grande impacto, ajuda a desenvolver segurança para lidar com pedidos mais significativos.

Quando a dificuldade em dizer não merece atenção profissional?

Buscar apoio psicológico pode fazer sentido quando esse padrão gera sofrimento frequente, quando afeta relacionamentos de forma recorrente ou quando compromete o desempenho profissional. Dizer não também não é sinal de egoísmo, é parte de uma relação saudável consigo mesmo e com os outros, mas identificar isso sozinho nem sempre é simples.

A psicoterapia pode ajudar a compreender a origem desse padrão, desenvolver assertividade e fortalecer o autoconhecimento. Um processo terapêutico oferece um espaço para entender como esses comportamentos se formaram e para construir, aos poucos, formas mais equilibradas de lidar com pedidos e expectativas.

Considere buscar apoio profissional

Estabelecer limites é uma habilidade que pode ser desenvolvida com prática e reflexão. Observar os próprios padrões de comportamento diante de pedidos é um passo importante para entender o que está por trás da dificuldade em dizer não.

Se você percebe que esse padrão tem afetado sua rotina, seus relacionamentos ou seu bem-estar, considerar o acompanhamento com um profissional pode ser um caminho valioso. A Igara oferece um espaço de escuta pensado para homens que desejam entender melhor suas próprias emoções e desenvolver formas mais saudáveis de lidar com o dia a dia. Conheça a Igara e agende sua primeira sessão.

Conheça a nossa plataforma e converse com um psicólogo.

Psicóloga Fernanda, profissional da Igara especializada em saúde mental masculina
Fernanda Chencci

Psicóloga - CRP: 06/190980

Por:

Gostou do Post? Compartilhe!

Foto de perfil do psicólogo Airton Batista Jr., profissional da Igara especializado em atendimento psicológico voltado à saúde mental do homem.

Airton Batista Jr.

CRP: 06/231430

Psicólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP), campus de Ribeirão Preto, atua com base na Análise do Comportamento e na Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT), abordagens centradas na maneira como o indivíduo age e responde às próprias experiências internas e ao seu contexto social.

Com experiência no atendimento a jovens e adultos, seu trabalho tem como foco o reconhecimento e a regulação emocional, a aproximação aos valores pessoais e a promoção de mudanças concretas na forma de lidar com pensamentos, emoções e comportamentos.

Possui especial interesse na temática da saúde mental masculina, que constitui a base principal de seus estudos. Dedica-se a questões como sexualidade, racialidade, dificuldades de expressão emocional, relacionamentos, trabalho e outras demandas que possam gerar sofrimento psíquico.

Acredita que, por meio de uma relação terapêutica sólida e acolhedora, abrem-se caminhos para a ação, o desenvolvimento pessoal e a construção de novas possibilidades de existência.

Foto de perfil do psicólogo Luiz Felipe Leite da equipe Igara, profissional especializado em psicologia e saúde mental masculina.

Luiz Felipe Leite

CRP: 06/214804

Psicólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP) e mestrando com pesquisa voltada às masculinidades, relações raciais e violência, atua na clínica orientado pela Psicologia Histórico-Cultural, em diálogo com a Esquizoanálise. Parte do entendimento de que o sofrimento psíquico não nasce apenas no indivíduo, mas também nas relações, nas condições de vida e nas expectativas sociais que atravessam cada sujeito.

Possui experiência no acompanhamento de homens em diferentes demandas, como ansiedade, desânimo, dificuldades emocionais, conflitos nos relacionamentos, crises existenciais, questões de identidade e sexualidade, além de experiências de luto, migração e sofrimento relacionado ao trabalho. Também atuou em serviços voltados à responsabilização de homens em situações de violência, contribuindo para uma escuta cuidadosa sobre emoções difíceis e possibilidades de mudança, sem moralização ou julgamento.

Na clínica, acolhe pessoas que lidam com pressões de desempenho, sobrecarga, sensação de isolamento e conflitos afetivos. Muitas vezes, esses sofrimentos estão ligados a expectativas sociais rígidas, especialmente de gênero e produtividade, que produzem silenciamentos, esgotamento e dificuldades nas relações consigo mesmas e com os outros.

Propõe um espaço de escuta ética e sem julgamentos, onde a terapia não é um lugar de “conserto”, mas de compreensão dos processos, responsabilização e construção de novas formas de existir mais coerentes com o que a pessoa deseja para si.

Retrato da profissional Tayná Grávio, psicóloga especialista em atendimento psicológico focado na saúde mental do homem.

Tayná Grávio

CRP: 06/188201

Psicóloga formada pela USP (Universidade de São Paulo), realiza seu trabalho com base na abordagem Psicanalítica. Entende que a escuta adequada é uma ferramenta transformadora, para ajudar as pessoas a entenderem mais sobre si.

Ao longo de sua formação teve experiências em contextos clínicos com atendimentos individuais e terapia de casal. Enxergando cada pessoa de maneira única, sua prática é voltada para que seja possível entender melhor sentimentos, necessidades e comportamentos, viabilizando assim decisões mais conscientes.

Trabalha temas como relacionamentos amorosos, questões ligadas à vida profissional, questões de autoestima, questões familiares, ansiedade, solidão, questões relacionadas à sexualidade, sentimentos conflituosos. Como muitas vezes nossas angústias não estão tão claras, sua atuação busca ajudar a compreender esses aspectos, como também lidar com momentos de dúvida. Podem haver histórias difíceis que nos acompanham, merecendo ser cuidadas da melhor forma possível.

Sua atuação na clínica de saúde mental masculina busca oferecer um espaço seguro para que os homens possam falar livremente suas angústias, anseios, desejos e os sentimentos que forem surgindo no percurso terapêutico. A utilização desses recursos aliada a uma escuta sem julgamentos auxilia olhar para a própria vida e encontrar sentido na mesma.

Acredita que apesar de desafiador, olhar para nossas questões pode ser fundamental para que mudanças possam ocorrer.

Foto de perfil da psicóloga Amanda Minari da Igara que oferece atendimento psicológico especializado em saúde mental masculina.

Amanda Minari

CRP: 06/231108

Psicóloga e mestranda pela Universidade de São Paulo (USP), tem sua prática clínica orientada pela psicanálise — abordagem que reconhece a importância de entrar em contato com os próprios sentimentos, indo além da superfície.

Sua experiência inclui atendimentos voltados a adolescentes, adultos e idosos, envolvendo diversos contextos e demandas, como lutos e processos de terminalidade, conflitos conjugais, dinâmicas familiares e vivências LGBTQIAPN+. No âmbito acadêmico, dedica-se a estudos sobre família, funções parentais e relacionamentos afetivos.

Na clínica voltada à saúde mental masculina, compreende os impactos emocionais gerados pelas expectativas ligadas ao ideal de homem. Com empatia e cuidado, oferece um espaço de escuta que possibilita a construção de novos caminhos, favorecendo a elaboração do sofrimento e o fortalecimento da liberdade psíquica.

Acredita que buscar atendimento psicológico é um ato de coragem. Um movimento de quem se permite olhar para si e para suas relações de forma mais atenta e implicada.

Retrato profissional de psicólogo Lucas Mascarim da equipe Igara, dedicado ao cuidado psicológico e à saúde mental do homem.

Lucas Mascarim

CRP: 06/203051

Psicólogo clínico formado pela Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, Mestrando em Psicologia pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da USP, campus de Ribeirão Preto. Sua atuação é orientada para a construção de novas possibilidades de existência e para a produção de jeitos mais genuínos de se lidar com a própria vida.

Com ampla experiência no atendimento de homens adultos, idosos e adolescentes, sua prática é voltada para a promoção de formas genuínas e potentes de se relacionar consigo mesmo e com outras pessoas.

Tem atuado principalmente no campo dos conflitos relacionais, principalmente aqueles entre casais e famílias, com experiência de anos na Assistência Social e no Judiciário. Atua há quatro anos, também, com questões relacionadas às dependências, seja de álcool e outras drogas, jogos, pornografia e uso de hormônios anabolizantes. Ministrou aulas e supervisionou estágios relacionados a questões acerca da sexualidade, com ênfase em dificuldades relacionadas à vivência sexual e processos de descobrimento e vivência da orientação sexual.

No contexto da saúde mental masculina, acredita que a constante reflexão e questionamento de nossos valores, crenças e expectativas sobre quem somos ou acreditamos que deveríamos ser produz muitas potencialidades para que seja possível se tornar um homem cada vez melhor.

Promove a compreensão de que explorar a própria subjetividade é se transformar constantemente e entender que as exigências e pressões vividas pelos homens devem ser acolhidas com cuidado e atenção.

Psicólogo Pedro, profissional da Igara especializado em saúde mental masculina e terapia online para homens

Pedro Borsari

CRP: 06/218137

Psicólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP), atua com base na abordagem narrativa e colaborativa, reconhecendo que cada pessoa carrega histórias únicas — e que, ao revisitar essas histórias com cuidado e respeito, é possível abrir espaço para mudança, reconexão e crescimento.

Atende adultos que enfrentam momentos de dúvida, desconexão, crises pessoais ou um incômodo persistente que não sabem nomear. Seu trabalho busca oferecer um espaço seguro para quem se sente travado, distante de si ou sobrecarregado por escolhas e expectativas que já não fazem mais sentido. Com escuta ativa e parceria, ajuda o paciente a reorganizar experiências e reconhecer novas possibilidades de ser e estar no mundo.

Na clínica de saúde mental masculina, tem acompanhado homens que convivem com cobranças internas, dificuldades em expressar o que sentem, sensação de inadequação ou questionamentos sobre identidade e propósito. Muitas vezes, são histórias silenciadas por muito tempo — e a terapia se torna um espaço onde elas finalmente podem ser ditas, escutadas e resignificadas.

Acredita que não existem respostas prontas, mas caminhos que podem ser construídos com mais consciência, autonomia e conexão com o que realmente importa para cada um.

Psicóloga Lívia, profissional da Igara especializada em saúde mental masculina e terapia

Lívia Magalhães

CRP: 06/218239

Psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), atua com base na terapia narrativa, abordagem que compreende as vidas humanas como construídas por histórias — e que reconhece o potencial de ressignificá-las para criar novas possibilidades.

Sua prática é centrada na ideia de que a terapia pode ser um espaço seguro, acolhedor e transformador, onde é possível fortalecer valores, ampliar repertórios e reconstruir a relação com os próprios caminhos e escolhas.

Sua trajetória inclui atendimentos a pessoas de diferentes faixas etárias e com demandas diversas, como relacionamentos, inseguranças, conflitos familiares, dificuldades no trabalho, parentalidade, ansiedade e depressão. Também tem se dedicado à escuta sensível de vivências ligadas à sexualidade, à população LGBTQIA+, e a experiências de luto — sejam perdas concretas ou simbólicas.

Na clínica voltada à saúde mental masculina, desenvolve um trabalho atento às narrativas que muitas vezes são silenciadas: o medo de parecer frágil, o sentimento de inadequação, o vazio emocional, as dúvidas sobre identidade ou sobre o lugar que se ocupa no mundo. Com empatia, respeito e escuta ativa, busca oferecer um espaço onde seja possível construir novas versões de si mesmo, em sintonia com os próprios valores, afetos e desejos.

Acredita que, mesmo nos contextos mais difíceis, há espaço para criação, reconexão e escolha. Seu trabalho é voltado a homens que buscam compreensão, cuidado e transformação em suas trajetórias.

Psicólogo João, profissional da Igara especializado em saúde mental masculina e terapia online para homens

João Schilling

CRP: 06/217558

Psicólogo clínico formado pela Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, atua com base nas Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCC). 

Com ampla experiência no atendimento de adolescentes e adultos, desenvolve um trabalho focado em promover mudanças concretas na forma como as pessoas lidam com pensamentos, emoções e comportamentos em seu dia a dia.

Sua prática clínica é voltada para pessoas que enfrentam dificuldades como ansiedade, baixa autoestima, insegurança, procrastinação, vícios, entre outras questões que afetam o bem-estar emocional e os relacionamentos. Utiliza estratégias baseadas em evidências científicas para auxiliar no desenvolvimento de habilidades práticas de enfrentamento, tomada de decisão e regulação emocional.

Na clínica de saúde mental masculina, tem acompanhado homens que lidam com a pressão por desempenho, dificuldade em expressar emoções, impulsividade, conflitos interpessoais e sensação de estar “no automático”. Seu trabalho busca oferecer ferramentas para que esses homens possam compreender melhor seus padrões de funcionamento, fortalecer sua autonomia e construir relações mais saudáveis consigo e com os outros.

Acredita que o processo terapêutico, aliado a um espaço acolhedor e colaborativo, pode abrir novos caminhos de mudança e crescimento pessoal.

Psicóloga Fernanda, profissional da Igara especializada em saúde mental masculina

Fernanda Chencci

CRP: 06/190980

Psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Saúde Mental pelo Hospital das Clínicas (HC/USP) , atua na clínica com base na psicanálise, oferecendo uma escuta atenta e cuidadosa para quem deseja compreender melhor suas emoções, padrões de comportamento e relações.

Com experiência tanto em contextos hospitalares quanto em consultório, já acompanhou pessoas em momentos delicados da vida — como lutos, crises pessoais, conflitos afetivos e profissionais, além de processos mais profundos de autoconhecimento. Está em formação contínua pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise, o que reforça seu compromisso com um trabalho ético, reflexivo e humano.

Na clínica voltada à saúde mental masculina, tem acolhido homens que lidam com cobranças internas, dificuldade de se expressar, sensação de isolamento, dúvidas sobre o próprio lugar no mundo, pressões relacionadas à carreira, à sexualidade ou à paternidade. Também desenvolve um olhar atento para as questões que envolvem os relacionamentos — sejam amorosos, familiares ou sociais — e como esses vínculos impactam o bem-estar emocional e a forma como o homem se relaciona consigo mesmo.

Com respeito e sem julgamentos, Fernanda busca oferecer um espaço seguro para que cada paciente possa se ouvir com mais liberdade e encontrar caminhos mais autênticos para viver.

Acredita que a terapia não é um lugar de conserto, mas de encontro — com aquilo que somos, com o que sentimos e com o que ainda estamos nos tornando.