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Autocobrança excessiva: como parar de se cobrar tanto

Homem olhando para o espelho enquanto massageia o rosto, demonstrando cansaço e autocobrança emocional

Viver se cobrando o tempo todo cansa — e muito

Para muitos homens, a cobrança constante parece algo normal. Ela surge como a necessidade de dar conta de tudo, de não errar, de produzir sempre mais e de não demonstrar fragilidade. Com o tempo, esse esforço contínuo deixa de ser motivação e passa a ser desgaste.

Essa autocobrança nem sempre aparece como críticas explícitas. Muitas vezes, ela é silenciosa: na dificuldade de se desligar do trabalho, na culpa ao descansar ou na sensação persistente de estar sempre “atrasado” em relação à própria vida. É como se houvesse uma régua invisível, sempre posicionada acima de onde você está.

Reconhecer esse padrão é o primeiro passo para aliviar esse peso. Reduzir a autocobrança não significa abrir mão de responsabilidade ou ambição, mas aprender a se relacionar com elas de forma mais saudável.

Quando a autocobrança deixa de motivar e passa a adoecer

Existe uma diferença entre responsabilidade saudável e cobrança excessiva. A primeira ajuda a sustentar compromissos; a segunda pune antes mesmo da tentativa. Quando a pressão interna ultrapassa o limite, corpo e mente começam a dar sinais.

Irritabilidade, dificuldade para dormir mesmo estando cansado e uma ansiedade constante indicam que o sistema nervoso está sobrecarregado. A cobrança contínua mantém o cérebro em estado de alerta, drena energia e esvazia o prazer até das conquistas.

Ainda assim, muitos homens seguem ignorando esses sinais, acreditando que desacelerar é sinônimo de fraqueza.

De onde vem a necessidade de ser sempre melhor

Esses padrões raramente surgem do nada. Eles são construídos ao longo da vida, em contextos onde muitos homens aprendem que precisam ser fortes, eficientes e resolver tudo sozinhos. Aos poucos, o valor pessoal passa a ser medido apenas pelo desempenho.

Somado a isso, vivemos na era da comparação digital, onde somos expostos apenas aos resultados finais e “perfeitos” de outras pessoas. Essa pressão invisível reforça a ideia de que errar é sinônimo de fracasso pessoal, e não uma etapa natural de qualquer processo de aprendizado. Compreender essas origens é o primeiro passo para parar de se culpar por sentir que precisa ser perfeito.

Por que descansar gera culpa em vez de alívio

Um sinal comum da autocobrança excessiva é a dificuldade de descansar sem culpa. Mesmo na pausa, a mente continua exigindo: pensando no que falta fazer ou no que poderia estar sendo produzido.

Quando o descanso precisa ser “merecido”, ele perde sua função. Em vez de recuperar, gera ansiedade e mantém o corpo em alerta. Aprender a descansar não é perder tempo — é parte do funcionamento saudável, física e mentalmente.

Como começar a aliviar a autocobrança no dia a dia

Mudar a relação com a autocrítica é um processo gradual. Alguns ajustes simples ajudam nesse caminho:

  • Observe o tom da sua voz interna: Note se você falaria com um amigo ou com um colega de equipe da mesma forma que fala consigo mesmo quando comete um erro.
  • Ajuste expectativas irreais: Pergunte-se honestamente se o que você está exigindo de si mesmo hoje é humanamente possível dentro das condições que você tem.
  • Separe o que você faz de quem você é: Seu valor como homem não flutua de acordo com a sua produtividade diária ou com o sucesso de um projeto específico.
  • Crie pausas intencionais: Pratique o ócio sem transformá-lo em uma meta. O objetivo da pausa é justamente não ter um objetivo.

O papel da terapia na construção de uma relação mais justa consigo mesmo

A terapia é um espaço para identificar padrões de autocobrança, entender seus gatilhos e construir formas mais equilibradas de lidar com exigências internas e externas. Muitas vezes, o processo começa simplesmente dando nome a algo que sempre foi carregado em silêncio.

Na Igara, o cuidado psicológico respeita o ritmo e a história de cada homem. Não parte de julgamentos nem de soluções prontas, mas da escuta e da construção gradual de mais clareza, limites e autocompreensão.

Ao longo do acompanhamento, é possível revisar crenças antigas e desenvolver uma relação menos punitiva consigo mesmo — sem precisar viver sempre no limite para se sentir suficiente.

Viver com menos autocobrança não é se acomodar. É reconhecer que você não precisa se exigir o tempo todo para ter valor.

Se a cobrança constante faz parte da sua rotina, buscar compreensão e apoio pode ser um caminho para construir uma relação mais justa consigo mesmo — e com a própria vida.

Psicóloga Fernanda, profissional da Igara especializada em saúde mental masculina
Fernanda Chencci

Psicóloga - CRP: 06/190980

Por:

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Psicólogo Pedro, profissional da Igara especializado em saúde mental masculina e terapia online para homens

Pedro Borsari

CRP: 06/218137

Psicólogo formado pela Universidade de São Paulo (USP), atua com base na abordagem narrativa e colaborativa, reconhecendo que cada pessoa carrega histórias únicas — e que, ao revisitar essas histórias com cuidado e respeito, é possível abrir espaço para mudança, reconexão e crescimento.

Atende adultos que enfrentam momentos de dúvida, desconexão, crises pessoais ou um incômodo persistente que não sabem nomear. Seu trabalho busca oferecer um espaço seguro para quem se sente travado, distante de si ou sobrecarregado por escolhas e expectativas que já não fazem mais sentido. Com escuta ativa e parceria, ajuda o paciente a reorganizar experiências e reconhecer novas possibilidades de ser e estar no mundo.

Na clínica de saúde mental masculina, tem acompanhado homens que convivem com cobranças internas, dificuldades em expressar o que sentem, sensação de inadequação ou questionamentos sobre identidade e propósito. Muitas vezes, são histórias silenciadas por muito tempo — e a terapia se torna um espaço onde elas finalmente podem ser ditas, escutadas e resignificadas.

Acredita que não existem respostas prontas, mas caminhos que podem ser construídos com mais consciência, autonomia e conexão com o que realmente importa para cada um.

Psicóloga Lívia, profissional da Igara especializada em saúde mental masculina e terapia

Lívia Magalhães

CRP: 06/218239

Psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP), atua com base na terapia narrativa, abordagem que compreende as vidas humanas como construídas por histórias — e que reconhece o potencial de ressignificá-las para criar novas possibilidades.

Sua prática é centrada na ideia de que a terapia pode ser um espaço seguro, acolhedor e transformador, onde é possível fortalecer valores, ampliar repertórios e reconstruir a relação com os próprios caminhos e escolhas.

Sua trajetória inclui atendimentos a pessoas de diferentes faixas etárias e com demandas diversas, como relacionamentos, inseguranças, conflitos familiares, dificuldades no trabalho, parentalidade, ansiedade e depressão. Também tem se dedicado à escuta sensível de vivências ligadas à sexualidade, à população LGBTQIA+, e a experiências de luto — sejam perdas concretas ou simbólicas.

Na clínica voltada à saúde mental masculina, desenvolve um trabalho atento às narrativas que muitas vezes são silenciadas: o medo de parecer frágil, o sentimento de inadequação, o vazio emocional, as dúvidas sobre identidade ou sobre o lugar que se ocupa no mundo. Com empatia, respeito e escuta ativa, busca oferecer um espaço onde seja possível construir novas versões de si mesmo, em sintonia com os próprios valores, afetos e desejos.

Acredita que, mesmo nos contextos mais difíceis, há espaço para criação, reconexão e escolha. Seu trabalho é voltado a homens que buscam compreensão, cuidado e transformação em suas trajetórias.

Psicólogo João, profissional da Igara especializado em saúde mental masculina e terapia online para homens

João Schilling

CRP: 06/217558

Psicólogo clínico formado pela Universidade de São Paulo (USP), no campus de Ribeirão Preto, atua com base nas Terapias Cognitivo-Comportamentais (TCC). 

Com ampla experiência no atendimento de adolescentes e adultos, desenvolve um trabalho focado em promover mudanças concretas na forma como as pessoas lidam com pensamentos, emoções e comportamentos em seu dia a dia.

Sua prática clínica é voltada para pessoas que enfrentam dificuldades como ansiedade, baixa autoestima, insegurança, procrastinação, vícios, entre outras questões que afetam o bem-estar emocional e os relacionamentos. Utiliza estratégias baseadas em evidências científicas para auxiliar no desenvolvimento de habilidades práticas de enfrentamento, tomada de decisão e regulação emocional.

Na clínica de saúde mental masculina, tem acompanhado homens que lidam com a pressão por desempenho, dificuldade em expressar emoções, impulsividade, conflitos interpessoais e sensação de estar “no automático”. Seu trabalho busca oferecer ferramentas para que esses homens possam compreender melhor seus padrões de funcionamento, fortalecer sua autonomia e construir relações mais saudáveis consigo e com os outros.

Acredita que o processo terapêutico, aliado a um espaço acolhedor e colaborativo, pode abrir novos caminhos de mudança e crescimento pessoal.

Psicóloga Fernanda, profissional da Igara especializada em saúde mental masculina

Fernanda Chencci

CRP: 06/190980

Psicóloga formada pela Universidade de São Paulo (USP) e especialista em Saúde Mental pelo Hospital das Clínicas (HC/USP) , atua na clínica com base na psicanálise, oferecendo uma escuta atenta e cuidadosa para quem deseja compreender melhor suas emoções, padrões de comportamento e relações.

Com experiência tanto em contextos hospitalares quanto em consultório, já acompanhou pessoas em momentos delicados da vida — como lutos, crises pessoais, conflitos afetivos e profissionais, além de processos mais profundos de autoconhecimento. Está em formação contínua pelo Instituto Brasileiro de Psicanálise, o que reforça seu compromisso com um trabalho ético, reflexivo e humano.

Na clínica voltada à saúde mental masculina, tem acolhido homens que lidam com cobranças internas, dificuldade de se expressar, sensação de isolamento, dúvidas sobre o próprio lugar no mundo, pressões relacionadas à carreira, à sexualidade ou à paternidade. Também desenvolve um olhar atento para as questões que envolvem os relacionamentos — sejam amorosos, familiares ou sociais — e como esses vínculos impactam o bem-estar emocional e a forma como o homem se relaciona consigo mesmo.

Com respeito e sem julgamentos, Fernanda busca oferecer um espaço seguro para que cada paciente possa se ouvir com mais liberdade e encontrar caminhos mais autênticos para viver.

Acredita que a terapia não é um lugar de conserto, mas de encontro — com aquilo que somos, com o que sentimos e com o que ainda estamos nos tornando.